Astrologia no Brasil

Toda a história astrológica do Brasil está ligada a Portugal e sua influência na formação das nossas características. A tradição astrológica indica que Portugal tem características piscianas. Por sua localização geográfica – Portugal – era conhecida como finis terrae, e sua formação teve a participação de celtas, fenícios, cartagineses, cretenses, gregos e romanos, também teve influência de ondas invasoras de tribos germânicas e, posteriormente, dos mouros muçulmanos, sem falar da grande contribuição de judeus e outras raças.

 
 
 
Foi através de Dom Henrique que Portugal alcançou a expansão territorial que conhecemos. O desenvolvimento da matemática e dos conhecimentos astronômicos dos portugueses veio da influência árabe, com sua tradição de observar os astros. Os árabes eram herdeiros dos conhecimentos dos povos que habitaram a Mesopotâmia. A famosa Escola de Sagres, com seu círculo de estudantes adotaram o quadrante, o astrolábio e outros instrumentos que eram conhecidos dos árabes.
 
 
Com todos estes instrumentos associados aos cálculos astrológicos foi possível traçar o cálculo do deslocamento das embarcações nos oceanos nunca dantes navegados, no sentido das longitudes. O conhecimento astronômico associado com a Astrologia foi o responsável por esta libertação da navegação que se fazia até então, somente pelas costas conhecidas.
 
 
Na carta astrológica do nascimento de dom Manuel, o Venturoso, rei de Portugal na época do descobrimento do Brasil, Júpiter, na posição mais elevada, no signo de Peixes, prenunciava a grande expansão do reino. Quando estudamos as características da época, percebemos a relação entre o misticismo e o universalismo da alma portuguesa.
 
 
Em todos os momentos importantes em relação à História do Brasil, como o mapa da chegada de Pedro Álvares Cabral, da tomada de posse da terra, bem como a chegada da corte portuguesa, da independência e da república são notáveis e marcantes as presenças de planetas entre Aquário e Peixes. A missão do Brasil é importante tanto do ponto de vista astrológico bem como espiritual, tanto que o Brasil é conhecido pelos kardecistas como coração do mundo (em virtude do seu formato geográfico em relação com um coração) e pátria do evangelho.
 
 
A grande mistura entre índios, portugueses, negros e depois com as levas de imigrantes criou no Brasil uma raça diferente, alegre, cordial e que sempre quer agradar. O carinho do brasileiro é tão grande.
O Brasil é um dos poucos países a ter um atestado de nascimento, a carta de Pero Vaz de Caminha é este documento, chega a citar as circunstâncias e horas em que tudo aconteceu.
 
 
O desenvolvimento cultural e místico do Brasil se deu em grande parte com a chegada da corte portuguesa, foi ela quem trouxe as primeiras lojas maçônicas. A Maçonaria tem entre seus símbolos o Zodíaco e sempre foi a difusora dos ensinamentos astrológicos. Com a grande conjunção de Urano e Netuno em Capricórnio atingimos a independência. Quando em 1846 Urbain Le Verrier descobriu Netuno, a República é proclamada sob a conjunção de Netuno e Plutão em Gêmeos.
 
 

Nossa bandeira é a única a levar gravada numa esfera celeste a faixa da eclíptica e as principais constelações que viram nascer o Brasil. Com o destaque da estrela Spica, alfa da constelação de Virgem, os positivistas autores da bandeira resgataram o simbolismo solar do grito do Ipiranga. A proclamação da República foi o selo definitivo rompendo de vez os laços com Portugal. Quando admiramos a nossa bandeira estamos fazendo reverência ao céu e ao nosso destino, que como diz a canção está escrito nas estrelas.
 
 
Entre os pioneiros da Astrologia no Brasil podemos citar R.O. Rodrigues, criador do Almanaque do Pensamento e fundador do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento. Nos primeiros anos do século XX o Círculo foi o organizador e divulgador da Astrologia, com a propagação dos primeiros cursos por correspondência de Astrologia.
 
 
Podemos ainda citar Jubal Tavares, grande astrólogo paulista, Jéferson T. Álvares fez profundas pesquisas sobre retificação da hora de nascimento. Emma Costet de Mascheville, que chegou nos anos 1925, casou-se com Albert Raymond Costet de Mascheville, violinista e astrólogo, membro da Ordem de Martinista e que chegaram a morar em Curitiba, depois o casal mudou-se para Porto Alegre. Albert trabalhou com Roso de Luna, Papus, Sédir, Saint Yves D’Alvreyde e Péladan, ajudou a reconstrução da Rosa Cruz na França e tornou-se difusor da Ordem Martinista na América do Sul. Emma, por sua vez, conviveu na primeira comunidade naturista e espiritualista fundada na Suíça.
 
 
A década de trinta nos trouxe Danton Pereira de Souza que chegou a freqüentar o Centro Internacional de Astrologia em Paris. Foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Astrologia. Seus trabalhos foram na área de Astrologia Mundial. Ullo Getzel é trazido por Emma em 1935, também se dedica ao estudo da Astrologia. Também nos anos 30 trabalhavam no Rio os astrólogos Batista de Oliveira e Botelho de Abreu. Em 1943, Demétrio de Toledo, estudou Astrologia em Paris.
 
 
A obra Mensagem do Astral, por instruções do espírito Ramatís, psicografadas pelo médium espírita Hercílio Maes, em Curitiba, fala sobre os acontecimentos da transição da Era de Peixes para Aquário. Com a obra do espírito de Ramatís acabou surgindo em todo o Brasil uma enorme legião de espíritas interessados na Astrologia.
 
 
Inclusive Chico Xavier, no livro O Consolador, da lavra do espírito Emmanuel, assim responde na questão 140 – Os astros influenciam na vida do homem? Assim responde o espírito através da psicografia de Chico Xavier: “As antigas assertivas astrológicas têm a sua razão de ser. O campo magnético e as conjunções dos planetas influenciam no complexo celular do homem físico, em sua formação orgânica e em seu nascimento na Terra; porém, a existência planetária é sinônimo de luta. Se as influências astrais não favorecem a determinadas criaturas, urge que estas lutem contra os elementos perturbadores, porque, acima de todas as verdades astrológicas, temos o Evangelho, e o Evangelho nos ensina que cada qual receberá por suas obras, achando-se cada homem sob as influências que merece”.
 
 
Na época da Segunda Grande Guerra Mundial o estudo da Astrologia no Brasil sofreu bastante, pois os livros de efemérides que eram editadas em alemão tornam-se escassos. Por volta do ano de 1943, Demétrio de Toledo, que havia sido cônsul em Paris e estudado com Don Neroman 1884-1953 (Engenheiro civil de Minas, e que foi fundador e presidente do Colégio Astrológico de França, descobridor das “leis evolutivas”.
A Astrologia Racional, dizia D. Néroman, demonstra todas as suas leis, princípios e postulados, e nisso reside toda a sua grandeza. D. Néroman toma como ponto de partida apenas uma lei: a lei da analogia, de Hermes de Trimegisto, que é a lei da unidade cósmica). Demétrio de Toledo publicou Eis a Astrologia.
 
 
Na década de 60, no Rio de Janeiro, o astrólogo João Romariz pratica e ensina Astrologia. São Paulo tornou-se o centro divulgador da antroposofia, estudada por Rudolph Steiner, que era filósofo, místico e clarividente. A Astrologia sideral é um dos fundamentos da antroposofia.
Com o surgimento das grandes redes de rádio, surge um segundo grande momento na Astrologia brasileira, trata-se da divulgação popular trazida por Omar Cardoso e Assuramaya. Omar Cardoso foi o responsável, com suas mensagens otimistas e com sentido construtivo, da maior penetração da cultura astrológica na sociedade brasileira.
 
 
Também na década de 50 se dá a fusão da Astrologia com a umbanda, que pode ser considerada como uma das únicas ramificações genuinamente brasileira da Astrologia. Em trabalhos no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, os pesquisadores conceituaram os orixás em bases esotéricas e com estrito fundamento astrológico.
 
 
Assuramaya iniciou seus estudos por volta de 1954, biólogo e proprietário de um laboratório de análises clínicas, percebeu a sintonia entre os ritmos lunares e a proliferação de microorganismos. Este foi o ponto de partida para passar a estudar Astrologia.
Nos anos 60 Zeferino Pina Costa é o primeiro a trazer para o país um computador dedicado exclusivamente a cálculos astrológicos. Foi um dos pioneiros a estudar os efeitos de Quíron (cometa com cerca de 241,4 km de diâmetro viajando numa órbita errática entre Saturno e Urano). Foi descoberto pelo astrônomo Charles T. Kowal em 1º de novembro de 1977, aproximadamente às 10 horas, em Pasadena, Califórnia.
 
 
As efemérides estavam disponíveis um ano depois de sua descoberta. Como de costume, os astrólogos procuraram pelo caráter mítico, depois do que o novo planeta foi denominado pelo insight do seu significado astrológico. O mito de Quíron derivou-se da cultura do norte da Grécia. Quíron, o primeiro centauro, foi o mentor e instrutor de uma longa linha de heróis e de outros notáveis. Embora Quíron tenha despertado o interesse da comunidade astrológica no início dos anos 80, poucos astrólogos utilizam Quíron regularmente nas leituras de mapas.
Existem duas teorias sobre a regência de Quíron. O Quíron mitológico que foi um centauro e um grande professor, alguns astrólogos acreditam que ele seja o regente de Sagitário.
 
 
Outros justificam a regência de Virgem, com base no trabalho de Quíron como curador e cultivador de ervas medicinais, como também no seu serviço desprendido aos muitos futuros heróis dos quais ele foi o mentor, tais como Jasão, Hércules e Asclépias. 
O surgimento da cura holística e o ressurgir do conhecimento esotérico por volta da época da descoberta astronômica de Quíron também apóiam esta teoria. Outros ainda teorizam sobre alguma conexão entre Quíron e Libra, o signo que ele ocupa no periélio.
 
 
Uma teoria de menor aceitação, mas significante, focaliza as habilidades legendárias de Quíron como cirurgião – uma justificativa para a regência de Escorpião. Em suma, por Quíron ser um cometa não poderia ser associado com regência, muitos estudantes e pesquisadores chegaram a conectar Quíron com o holismo e com alguns dos seguintes conceitos: uma chave, uma mudança na consciência, uma perspectiva diferente, uma ponte estabelecida entre os caminhos estabilizados e a mudança evolucionária, alternativos, cura holística e ecologia.
 
 
Quíron parece representar uma redescoberta do xamanismo, onde a jornada de espírito ao mundo subterrâneo é o caminho para a cura.
A maior parte dos astrólogos atuantes no país se formou ou foi formada enquanto Urano atravessava o signo solar do país, surgindo entre estes, autores de talento, pesquisadores de grande profundidade, professores que implantaram uma nova didática de ensino da Astrologia.
Por Curitiba também passaram muitos astrólogos de outros Estados, alguns permaneceram por aqui e criaram raízes, outros simplesmente ficaram o tempo necessário para alçar vôos para outros lugares do Brasil. Curitiba sempre foi uma etapa para quem vem do sul e quer se radicar em São Paulo ou Rio de Janeiro. Mas os que aqui permanecem são tão bons quanto os do eixo Rio-São Paulo.
 
 

Eu mesma tomei conhecimento da Astrologia, primeiramente com minha mãe, que foi um espírito aberto às inovações, tendo nascida na Rússia, chegou ao Brasil muito nova, falava e lia em vários idiomas e tinha interesse especial pela Astrologia.
Com o aparecimento dos programas de rádio, quando ainda morava em São Paulo, fui me interessando cada vez mais pela ciência dos astros, inicialmente de forma tímida, mais como uma curiosidade, mas com o passar dos anos consolidei meus conhecimentos através de estudos, congressos e cursos dos quais participei.
 
 
Como o jornalismo foi a profissão que abracei, tive alguns períodos em que por força da profissão tive que escrever sobre outros assuntos, foi assim no jornal Diário do Paraná, onde mantive durante muitos anos uma coluna sobre religiões e posteriormente um caderno com informações religiosas.
Minha vinda para Curitiba na década de 70 foi criando condições para a implantação de um trabalho calcado em cima dos estudos que vinha desenvolvendo em termos astrológicos. Foi no mês de outubro de 1980, que convidada por Bayard Osna, na época diretor comercial da Rádio Cidade, que fui fazer uma participação especial no programa de Reginaldo Loyola – Cidade Mulher -, com o incentivo do grande diretor de rádio Jair Brito, ganhei meu próprio espaço na Rádio Cidade, apresentando na parte da manhã o programa Bom Dia 
Astral e na parte da tarde, junto com Paulo Branco o programa Dirce Confidencial.
 
 
Após alguns anos trabalhando na Rádio Cidade e com a mudança de sua programação, tive uma passagem pela Rádio Universo, depois tive o prazer de trabalhar na Rádio Clube Paranaense, onde apresentava na parte da tarde o programa Dirce Confidencial, e pela orientação da emissora de cunho católico, era proibido falar em Astrologia, então acontecia o seguinte: o produtor do programa – meu marido Cláudio - anotava fora do ar todos os dados de nascimento e demais informações necessárias à resposta e, depois disso o ouvinte participava no ar, mas não comentava nada sobre data de nascimento, somente informava o assunto.
 
 
Era uma situação difícil de trabalho e foram três meses de programa, depois passamos para a Rádio Atalaia, que fazia o primeiro lugar entre as emissoras AM de Curitiba. Ali aconteceu a explosão da audiência e meu nome tornou-se bastante conhecido. Foram quase dois anos de programa.
Depois tivemos novamente um breve retorno pela Rádio Cidade, mas por interesses políticos da emissora, o nosso programa não ficou muito tempo no ar. Depois voltamos ao ar pela Rádio Capital de Curitiba, fazendo o programa Bom Dia Astral das 8h às 12h. Era uma manhã de muitas atrações que levava aos lares de Curitiba e região muita informação astrológica, orientação médica, psicológica e acima de tudo o otimismo e o pensamento positivo.
 
 
Após a nossa passagem pela rádio Capital ficamos por quase um ano fora do ar, foi quando ingressamos na Rádio Colombo do Paraná, no dia 2 de abril de 1989 e nos desligamos no mês de dezembro de 2009.
Logo em seguida, no dia 1º de janeiro de 2010, ingressamos na Rádio Continental AM1270, com o programa Bom Dia Astral apresentado de 9h às 11h, de segunda a sexta-feira. Em outubro de 2010 passei a apresentar na FM98, das 7h às 8h, as previsões astrais. Essas duas emissoras pertencem ao sistema RPC.
 
 
Antes de trabalhar em Rádio tive passagens profissionais no jornal Diário do Paraná, Curitiba Shopping, Correio de Notícias, por duas vezes.
Nos desligamos do Correio de Notícias e no dia 15 de janeiro de 1989, onde começamos a escrever a nossa coluna diária Bom Dia Astral, nos jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná.
 
 
Em quatro de dezembro de 1989, passamos a escrever uma página especial Seu Destino, Sua Vida, no jornal Tribuna do Paraná, em 19 de outubro de 1990 a mesma passou a ser publicada no jornal O Estado do Paraná, que só parou quando o jornal passou a ser online, em fevereiro de 2011. Lá se vão mais de 22 anos de trabalho diário nos dois jornais.
No ano de 1995, no mês de novembro lançamos a primeira edição do Almanaque de Astrologia e Simpatias Dirce Alves, com as previsões e informações astrológicas para o ano de 1996. Como a aceitação foi muito grande, no final de 1996, já tínhamos pronto o Almanaque de Astrologia e Simpatias 1997 – Dirce Alves.
 
 
Nosso trabalho foi conquistando mais leitores, no ano de 1997 tivemos que aumentar a tiragem e no mês de outubro estávamos lançando o Almanaque de Astrologia e Simpatias Dirce Alves – 1998 Ano da Lua.
No final de 1998 fizemos o lançamento do Almanaque de Astrologia Dirce Alves – 1999 Ano de Saturno, aumentando a área de distribuição e fazendo com que os nossos estudos ganhassem outros Estados, com a inclusão de novos pontos de vendas.
 
 
Em outubro de 1999 estávamos lançando o 5º Almanaque, desta vez o Almanaque de Astrologia Dirce Alves – Ano de Júpiter. No final de 2000 lançamos o Almanaque de Astrologia Dirce Alves 2001 – Ano de Marte, chegamos ao 6º ano de ininterrupta publicação, levando sempre a melhor informação astrológica para que os leitores possam ter um melhor controle sobre suas ações na vida.
A Bom Dia Astral, Editora, Distribuidora e Produtora Ltda., lançou no final de 1999 em edição especial a revista O Poder do Anjo da Guarda, que por seu sucesso já está em sua segunda edição.
 
 
O Almanaque de Astrologia Dirce Alves, está em 17º ano de publicação, seu sucesso é cada vez mais crescente e devemos tudo isso ao nosso imenso público ouvinte e leitor.
Na verdade ninguém se forma em Astrologia, estamos todos os dias aprendendo coisas novas, conhecendo novos aspectos desta ciência-arte milenar, que se renova com cada mapa astral que confeccionamos. Este nosso trabalho apostilado como o próprio novo diz, é um curso básico e não pretende esgotar o assunto.
 
 
A Astrologia é vasta, podemos até afirmar que você passa a vida toda estudando, praticando e a cada dia se depara com uma nova nuance. Estamos apontando o norte para todos aqueles que desejam começar sua caminhada na senda do conhecimento. Pois para uma longa jornada devemos dar o primeiro passo como diz o pensamento oriental.
 
 
A infinidade de obras que existem sobre o assunto vão colocá-lo cada vez mais do conhecimento astrológico. Ao longo da caminhada muitos poderão desistir, outros parar um pouco para descansar, mas a semente do conhecimento estará lançada em seu coração e esta ninguém poderá tirar.
Estudar Astrologia, como sempre digo, é como montar uma grande colcha de retalhos, cada estudo, cada ensinamento aprendido é um retalho que você vai juntando ao seu conhecimento, portanto, não fique preocupado em querer conhecer tudo de uma só vez, você está apenas começando a conhecer os ensinamentos que percorreram séculos e passaram por mãos de sábios, foram ensinados secretamente, foram banidos de muitas sociedades, renegados por muitas religiões, mas nunca sofreram solução de continuidade.
 
 
Um novo mundo começa a se vislumbrar, um novo horizonte está sendo descortinado, você começou a participar de um círculo de pessoas que estão preocupadas com a difusão da verdade, que não estão atreladas a dogmas, sofismas ou quaisquer outros métodos de pensamentos.
A Astrologia não é uma religião como as que conhecemos tradicionalmente, ela não tem rituais, está sempre aberta às novas verdades que as descobertas trazem. A Astrologia pode ser entendida como religião, quando buscamos sua origem no latim e no verbo que lhe dá origem religione que vem de religare, que significa tornar a ligar, religar. Pois nós astrólogos não podemos fugir à idéia da existência de uma manifestação divina que criou todos os corpos celestes, nem podemos descrer das virtudes divinas que comandam o Universo.
 
 
Por certo no decorrer da vida você não irá encontrar um astrólogo ateu, pois lidando com os sinais que Deus colocou no firmamento é impossível alguém não reconhecer em Deus o criador e arquiteto de todo o Universo. (Em Gênese, cap. 1, vers. 14-19: Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento dos céus para separar o dia da noite; sirvam eles de sinais e marque o tempo, os dias e os anos; e resplandeçam no firmamento dos céus para iluminar a Terra.” E assim se fez. Deus fez os dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite; e fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento dos céus para iluminassem a Terra, presidissem ao dia e à noite, e separassem a luz das trevas. E Deus viu que isso era bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o quarto dia”).
 
 
Uma das histórias mais interessantes nos anais da Astrologia é aquela sobre o Reverendo John Butler, reitor de Litchborough (Inglaterra) na época. Ele estava indignado com a maneira com que a Astrologia se apoderava das mentes dos homens e resolveu desacreditá-la de vez. Para realizar isso, decidiu ler sobre o assunto a fim de poder demolir mais prontamente as asserções astrológicas. Um pouco de leitura, porém, levou-o a um estudo mais prolongado, com este resultado, sendo suas próprias palavras: “Produziu em mim uma reverência por esses cabelos grisalhos que injustamente e tão ignorantemente eu desprezava. Acho que depois da teologia nada me leva mais perto da visão de Deus do que esse estudo astrológico sagrado das grandes obras da natureza”.
 
 
Se a ciência dos astros impressionou mentes tão esclarecidas, devolveu a fé a milhares de pessoas e trouxe uma nova visão da vida por certo ela também tem uma mensagem para você. Estudando a Astrologia você poderá se conhecer melhor e aos que o rodeiam, passando a viver de maneira mais harmônica com o Universo que o cerca, respeitando a natureza e toda a vida que Deus criou, passando a se ver como peça fundamental desta orquestra maravilhosa que é a Vida, Vida que foi doada a espécie por Deus para ser vivida plenamente, sem medo, sem restrições, mas obedecendo aos ciclos colocados pelo Criador para que a harmonia exista no Universo. Conhecendo os ciclos da Lua, das influências dos planetas e as demais posições astrais, praticando a justiça, o amor e a caridade você estará se tornando uma criatura com vida plena, que é como Deus quer que seus filhos se apresentem neste planeta.
Felicidades e boa sorte, pois de agora em dia você se torna mais responsável pelos seus atos, pois conhecerá as leis naturais que regem a vida em sua plenitude. 
 
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